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Dep. Felipe Franco reforça proteção a atletas mães após caso de demissão de Sarah Menezes na Seleção

Publicada em: 14/03/2026 07:38 -

A campeã olímpica Sarah Menezes comunicou seu desligamento da comissão técnica da Seleção Brasileira de Judô, encerrando um ciclo de quatro anos no cargo. O comunicado, feito nas redes sociais, ganhou repercussão por ocorrer logo após o período de licença-maternidade da ex-atleta, hoje treinadora.

Segundo a própria Sarah, ela estava de licença-maternidade desde maio, quando sua filha mais nova nasceu. Ao retornar às atividades, foi informada do desligamento. Em nota publicada em seu Instagram, a campeã olímpica agradeceu à Confederação Brasileira de Judô pela confiança e pela oportunidade de ter integrado a comissão técnica da seleção.

O episódio reacendeu o debate sobre maternidade e permanência de mulheres no alto rendimento, especialmente em cargos técnicos, onde a rotatividade costuma ser alta e a estabilidade raramente existe. Nas redes, atletas, profissionais do esporte e torcedores voltaram a discutir como a licença-maternidade ainda pode funcionar, na prática, como um ponto de vulnerabilidade na carreira.

Política pública em São Paulo

Em São Paulo, o tema já foi levado para o campo das regras. O dep. Felipe Franco articulou em 2023 o PL 645/2023, que aprimorou o Programa Bolsa Talento Esportivo e garantiu a manutenção do benefício para atletas gestantes e puérperas durante o período de afastamento.

Na prática, a medida busca impedir que a maternidade interrompa o acesso ao apoio esportivo, preservando a continuidade do benefício enquanto a atleta se afasta para gestação, parto e recuperação. A proposta reforça que o suporte não pode depender de improviso, favor ou interpretação, mas de uma regra clara e previsível.

Para o dep. Felipe Franco, o caso de Sarah evidencia por que políticas desse tipo são necessárias: “maternidade não pode virar punição no esporte”. A avaliação é que o esporte precisa evoluir não apenas em discurso, mas em garantias concretas para que mulheres não sejam empurradas a escolher entre vida pessoal e trajetória profissional.

 

 

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